Há seis anos, Renata Câmara Agondi revivia sob a pena de Marcelo Teixeira, em Revolution 9 , uma obra de fôlego, nascida a partir da leitura atenta dos diários da nadadora, falecida em uma tentativa de travessia do Canal da Mancha, um braço de mar de 33 quilômetros de água gélida e escura entre a Inglaterra e a França, em 1988.

     “Em um mergulho profundo nos seus diários íntimos, percebi que tanto a admiração por Renata quanto o desejo de perpetuar sua trajetória não eram argumentos fortes para justificar a feitura de um livro”, explica Marcelo Teixeira. “Revolution 9 deu a Renata a oportunidade de eternizar seus sonhos e a nós a chance de um crescimento espiritual e emocional, de sentirmos a sua grande paixão pelos Beatles e por seu esporte preferido: a Natação”.

     Com Revolution 9, Marcelo Teixeira permitiu que Renata Agondi passasse a ser conhecida pelo grande público, principalmente por aquelas pessoas mais habituadas ao dose prazer da leitura.

     Nas páginas do livro, Renata ganhou vida e suas idéias e pensamentos eternizaram-se.

     Em Revolution 9 , Marcelo Teixeira conseguiu retratar fielmente a personalidade emblemática da jovem nadadora. Ele obteve uma visão poética e vital de Renata, recriando, com brilho, os diários nos quais a nadadora registrava o seu cotidiano, aliás diários pontilhados de revelações quase filosóficas. O livro não enfatiza o trágico destino de Renata Agondi, ressalta sim o legado deixado pela atleta consagrada.